domingo, 5 de julho de 2009

Vamos saltar de pára-quedas e passar para o outro lado do muro!

James W. Fernandez, professor de antropologia, escreveu o seguinte: “Os antropólogos, ao contrário dos filósofos, acham que os mundos culturais nascem com o uso (a promulgação) de metáforas combinadas” (itálicos meus).
É isso aí. Estou satisfeito por combinar algumas metáforas em prol da criação de um novo mundo cultural.
Depois de várias horas de discussão sobre o movimento que deve levar para uma vida tribal além da civilização, um dos membros do seminário de que participei disse que ainda não entendia por que essa proposta serviria para tornar a vida humana mais sustentável. Já se passou um bocado de tempo desde a última vez que falei dessa questão e por isso acho que devo abordá-la de novo. É uma questão válida e importante. A Nova Revolução Tribal pode dar uma vida melhor às pessoas, mas, se não servir para perpetuar a nossa espécie além de algumas décadas, qual é o problema?
Neste exato momento, há cerca de seis bilhões de seres humanos no que chamei de “cultura do prejuízo máximo”. Só dez por cento desses seis bilhões de pessoas estão sendo prejudiciais ao máximo — esgotando recursos a toda a velocidade, contribuindo para o aquecimento global a toda a velocidade, e assim por diante —, mas os outros noventa por cento, sem nada melhor em vista, só querem ser como os dez por cento. Invejam aqueles dez por cento porque estão convencidos de que viver de um modo que seja prejudicial ao máximo é o melhor de todos os modos de vida possíveis.
Se não lhes oferecermos algo melhor para querer, estamos fritos.

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