Será que Eric Harris e Dylan Klebold teriam se tornado “os monstros da casa ao lado” (como a revista Time os chamou) se tivessem possibilidade de ser outra coisa? Na escola, eram hostilizados pelos outros, que os chamavam de “panacas” e “veados”, e agredidos com garrafas e pedras atiradas dos carros dos colegas. Será que entraram nessa porque gostavam dos maus-tratos? Não, sabemos muito bem porque eles entraram nessa: não tiveram escolha. “Tiveram” de entrar nessa, impelidos pela lei e pela pressão social. Se tivessem outra possibilidade, teriam desaparecido da Columbine muito tempo antes de seu único sonho tornar-se um sonho de vingança e suicídio.
Será que meticulosos exames do cérebro teriam revelado que eram “geneticamente inclinados à violência”? Talvez sim; e daí? Um meticuloso exame do cérebro poderia revelar a mesma coisa em mim. Lembre-me de falar-lhe sobre uma época em que escapei por um triz de matar um homem com minhas próprias mãos, uma catástrofe que só foi impedida por um golpe de sorte — sorte para ambos. Ser “geneticamente inclinado à violência” não o condena a se tornar assassino de um número imenso de pessoas — mas não ter esperança pode levá-lo exatamente a isso. A criatura de Frankenstein só se tornou um monstro quando viu que nunca seria outra coisa.
Há estimativas de que, desde os tempos de minha juventude, a depressão infantil aumentou em mil por cento e o suicídio de adolescentes em trezentos por cento. Desde 1997, colegas de classe assassinos mataram dois no Mississipi, três em Kentucky, cinco no Arkansas e treze no Colorado. Faça um gráfico com esses números e calcule seu aumento exponencial nos próximos anos — se não começarmos a dar a nossos filhos um novo modo de vida e alguma esperança real no futuro.
Será que meticulosos exames do cérebro teriam revelado que eram “geneticamente inclinados à violência”? Talvez sim; e daí? Um meticuloso exame do cérebro poderia revelar a mesma coisa em mim. Lembre-me de falar-lhe sobre uma época em que escapei por um triz de matar um homem com minhas próprias mãos, uma catástrofe que só foi impedida por um golpe de sorte — sorte para ambos. Ser “geneticamente inclinado à violência” não o condena a se tornar assassino de um número imenso de pessoas — mas não ter esperança pode levá-lo exatamente a isso. A criatura de Frankenstein só se tornou um monstro quando viu que nunca seria outra coisa.
Há estimativas de que, desde os tempos de minha juventude, a depressão infantil aumentou em mil por cento e o suicídio de adolescentes em trezentos por cento. Desde 1997, colegas de classe assassinos mataram dois no Mississipi, três em Kentucky, cinco no Arkansas e treze no Colorado. Faça um gráfico com esses números e calcule seu aumento exponencial nos próximos anos — se não começarmos a dar a nossos filhos um novo modo de vida e alguma esperança real no futuro.
1 comentários:
Destaco "um novo modo de vida e alguma esperança real no futuro".
Melhor ainda, destaco o "real". O que seria este "real" para Quinn? Acho que podemos ver isso mais tarde.
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